A Polémica de Fátima

Meus amigos,
Serão explicações demasiado lógicas de perfeitos ateus e descrentes ou, simplesmente, os factos acontecidos não têm explicação, como qualquer milagre a não tem?
No mundo d'hoje, a descrença é uma religião seguida por muitos.
Eu e a Sara Rafael, (que repassou da Camila), somos portuguesas e habituadas a acreditar. Vivemos num país crente e de religiosos hábitos  enraizados. No entanto, cada uma de nós tem as suas próprias crenças que não comentamos uma com a outra, nem sabemos se condizem.
Quem quiser ler, comente para si mesmo se o autor é um crente, um descrente ou até uma mente científica para quem tudo tem, forçosamente, uma explicação lógica.
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Laura B. Martins
http://laurabmartins.blogs.sapo.pt


Repassando da Camila.
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Sara Rafael
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/sararafael.html


A Polêmica de Fátima

 

ostrespastorinhos.jpgNo dia 13 de outubro de 1917, no vilarejo de Fátima, em Portugal, cerca de 70 mil pessoas presenciaram um fenômeno que foi considerado como uma manifestação do poder de Deus. O que pareceu ser um disco achatado, com contorno definido e muito brilho, apareceu entre as nuvens de chuva e depois fez manobras com aumento de velocidade. Este acontecimento teve um tipo de preparação nos anos anteriores, em forma de sinais no céu, tendo como epicentro dos fatos três crianças: Lúcia de Jesus e os irmãos Francisco e Jacinta Marto, com 10, 9 e 7 anos na época, que acabaram por ter um belo contato com uma entidade cósmica, aclamada de imediato pela Igreja como a Virgem Maria. Ela teria feito revelações a respeito do mundo, destinadas à Humanidade, mas desde o princípio a Igreja Católica se apoderou e manipulou os fatos, julgando o que deveria ser divulgado, transformando esse episódio numa manifestação divina e santificando o evento, a serviço de sua própria crença. Muitos historiadores reclamam até hoje, alegando que o Vaticano não teria o direito de reter as verdadeiras informações sobre o caso.

Atualmente, especialistas afirmam com convicção que a aparição portuguesa foi um contato com uma entidade extraterrestre, envolvendo manifestações paranormais e psíquicas, além de efeitos físicos típicos de ocorrências ufológicas. Ainda em 1915, no início dos acontecimentos, as crianças viram uma figura branca sobre um arvoredo. Em 1916, um objeto movia-se em direção a elas, adquirindo extraordinária beleza, aparência humana e aspecto luminoso, dizendo ser um anjo da paz. Essa é uma descrição típica da casuística de graus elevados, onde com freqüência surgem seres que se apresentam em paz. O termo anjo tornou-se compreensível como sendo a vida em estágio superior ao nosso.

No ano de 1917 começaram os contatos principais. O local escolhido ficava a uns 3 Km de Fátima, chamado de Cova de Iria. No dia 13 de maio, as crianças pastoreavam o rebanho, quando um relâmpago sulcou o horizonte e sobre uma azinheira (árvore portuguesa) apareceu uma jovem e bela senhora, mais resplandecente que o Sol e disse que era do céu. A ufologia está repleta de seres descritos em todas fases da História como vindos do céu e alguns, supostamente, transmitem algum tipo de mensagem à Humanidade. Nesta ocasião, a mensagem foi em torno dos erros humanos. Foram marcados novos encontros para os próximos meses e a figura partiu com luzes irradiando das mãos, sendo logo imaginado como o ‘sagrado coração de Maria’. Muitas vezes, os tripulantes de UFOs são vistos portando uma espécie de globo luminoso nas mãos, aparentando ter alguma relação com o transporte ou a locomoção dos seres em nosso ambiente, quando estão fora de suas naves.

Após essa aparição, Lúcia passou a sofrer muitas pressões da família e do clero local, que duvidavam do fato. Assim, chateada, resolveu não ir mais aos encontros, mas um dia sentiu-se impelida por uma força irresistível e se pôs a caminhar em direção àquele lugar. Isso também é comum aos contatos com UFOs, onde pessoas revelam receberem uma espécie de ordem telepática, indicando até o caminho a seguirem para o encontro com seus abdutores. Tendo chegado ao local, a jovem manteve novamente o contato, mas desta vez as pessoas presentes avistaram apenas uma nuvenzinha branca que pousou na azinheira. Depois disso, as crianças sofreram diversas perseguições e maus-tratos de autoridades portuguesas e religiosas, sendo forçadas a desmentir o ocorrido. Chegaram a ficar presas numa das datas preestabelecidas para um novo encontro. Nesse dia, ouviu-se o estrondo de um trovão e na árvore surgiu uma nuvem luminosa, desaparecendo instantes depois. Testemunhas contaram que o objeto foi visto se  aproximando de longe, pousando, aguardando algum tempo e voltando pelo mesmo trajeto, não havendo nenhuma súbita aparição ou desaparição, além de relatos de sinais sonoros descritos como estouro de foguete. Outra narrativa da época diz que o Sol começou a escurecer e um globo luminoso apareceu movendo-se do oriente para o ocidente, prosseguindo com majestosa lentidão através do espaço, num céu límpido e sem nuvens. A atmosfera se tingia de um tom amarelado e uma coroa branca envolvia os videntes. Essa espécie de névoa é comum ao redor de UFOs observados em todo o mundo e é considerada como uma espécie de camuflagem proposital ou ainda uma reação a interação do objeto com a atmosfera terrestre.

No dia 13 de outubro aconteceu o encontro mais prodigioso, ficando conhecido como o ‘Milagre do Sol’. Ficava aparente a necessidade de uma demonstração mais clara da veracidade daqueles contatos e das advertências passadas para a Humanidade. E assim foi realizado, para mais de 70 mil pessoas. Chovia muito na Cova de Iria, mas como das outras vezes a jovem senhora apareceu e continuou suas revelações, finalizando um ciclo de mensagens. Lúcia pediu para que todos olhassem para o céu, quando viram a chuva cessar de repente. As nuvens se abriram e o disco solar apareceu girando sobre si mesmo e projetando em todas as direções feixes de luz amarela, verde, vermelha, azul e roxa, pintando as nuvens, as árvores e a imensa   multidão, repetindo a façanha mais duas vezes seguidas.

Em um determinado momento, todos tiveram a impressão de que o Sol se desprendia do firmamento e caía sobre os presentes. Reconheceram, então, que realmente era um sinal dos céus, além de verificarem que as roupas molhadas da chuva estavam completamente secas. Quanto a esses detalhes, é evidente que o Sol verdadeiro não poderia ter se movido, senão seríamos arrancados da órbita terrestre ou, no mínimo, seríamos torrados por sua brusca aproximação. Além de que qualquer anomalia solar teria sido detectada pelos observatórios astronômicos, mesmo naquela época. Portanto, segundo os pesquisadores da história, o ‘milagre’ foi na verdade um fenômeno local e restrito à pequena Fátima. Localizaram-se testemunhas em cidades vizinhas que viram um estranho objeto fazendo movimentos oscilatórios irregulares (folha seca), descendo e subindo. A súbita secagem das roupas indica irradiação térmica ou de microondas, numa descarga controlada ao redor do ambiente. As manifestações em Fátima seriam uma bela manifestação ufológica, sendo também um chamado à verdade, aos ensinamentos que têm sido oferecidos por seres superiores que sempre passaram por este planeta. Nunca solicitaram a elaboração de rituais, santificação ou dogmas, mas ensinaram a simplicidade e pediram discernimento em nossos atos (Carlos Alberto Millan).

Percebemos novamente --neste caso, com as crianças-- uma ligação inequívoca entre supostas divindades e simples mortais. Diante de tantas evidências, a Igreja não conseguiu desmentir os fatos, devido a forte pressão da população, então “adaptou” o fenômeno à seus moldes, como em tantas outras incontáveis situações.
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25/02/2005

LauraBM às 23:56 | E custa, comentar neste blog?
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