Poema - Descrente!

negrorezar_Deus.gifÉ noite em Belém.  - Nasceu um bebé!
- anuncia a estrela e, balindo, um memé.
A vaca, o burrinho, pastores se juntavam...
ao ver o menino, os Reis se curvavam!

O Filho de Deus, vinha redimir
os nossos pecados. Connosco, pedir
perdão a seu Pai para os pecadores;
paz, num mundo d'homens prevaricadores.

Na voz de Jesus, morre uma oração...
Jesus, no seu corpo, expõe o coração...
Nas mãos de Jesus, jamais houve anéis...
Jesus, na cabeça, tem espinhos cruéis!

Meu Deus, triste sina, a tua, Meu Pai!
Teu Filho, na cruz... que em pranto se esvai!
Triste sina a tua, Meu Deus, quanta dor!...
Ver morrer um filho... que morre d'amor!

Amou-nos a todos, crentes e algozes...
Pediu pra rezarmos e ouvir nossas vozes...
Rogou a seu Pai... por nós sucumbiu,
entre os seus carrascos, houve um que sorriu!

Veio a Santa Mãe limpar o seu rosto...
Ao passar do linho, nele ficou exposto...
Era dia claro, mas enegreceu...
Ouviu-se um trovão... e Jesus morreu!

Deixou-nos, no mundo, mais sós, ignorantes
que nada aprendemos. Tudo como dantes!
Só guerras e mortes, tristeza, aflição...
Também eu descrente... mas, do meu perdão!
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2/08/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

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