A Luz! - Poema

cidade_brasil.jpgTão distantes de mim, aquelas luzes...
brilhantes, coloridas, no horizonte...
Desejo-as e quero-as. São cruzes
que carrego nas costas... Não me acuses!...
Deixa-me descansar, na mão, a fronte.

Invento-as para mim, cheias de histórias...
é próprio d’almas fracas, deprimidas.
Acedo-lhes às riquezas e glórias,
às culpas e penas expiatórias,
intentadas por almas doloridas.

Invejo aquela sã felicidade
de transmitir a beleza-iluminura.
Independentemente da verdade
de, em cada uma, haver realidade:
dramas, amores, risos, amargura.

Só quero pertencer-lhes, ser mais uma
luzinha e, como enfeite, lá pender.
Árvore natalícia! Em suma,
eu quero é ver se o mundo se acostuma
a “Ver a Luz”, e dela o mundo encher.
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4/09/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

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