PENSAMENTO:

Concedei-nos, Senhor, serenidade p/aceitar as coisas que não podemos modificar,

coragem p/modificar as que podemos e sabedoria p/distingui-las!

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10
Out 07

SOLIDÃO

 

ocean_sunrise.jpg"Solidão não é a falta de pessoas para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...

Isso é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...

Isso é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que nós nos impomos, às vezes, para realinharmos os pensamentos...

Isso é equilíbrio!

Solidão não é a clausura involuntária que o destino nos impõe compulsoriamente...

Isso é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de pessoas ao nosso lado...

Isso é circunstância!

Solidão é muito mais do que isso...

SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
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(por Chico Buarque)

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10
Out 06

Deserto

mulhermeditar-campo.jpgEm profundo estado de meditação quis entender o porquê das coisas da Vida.
Qual o sentido de mudarmos tão rapidamente de um estado de alegria e de realizações para uma sensação de perda iminente?

Fui longe, confesso. Cheguei lá onde mora a verdade. Local de encontros e despedidas. De chegadas e partidas mas nunca de ódio, mágoas ou rancores.
Estes fardos de energia negativa devem fazer parte só de nosso aprendizado e de nossas experiências. Carregá-los faz o entendimento do que realmente somos.


Como sempre, ele estava lá. Sua face de jubilo, paz e tranquilidade me deram boas vindas e seu costumeiro sorriso me transmitiu paz. Estranhamente para a minha mente humana ele sabia o que eu queria e foi logo falando:

"Se a vida lhe bloquear uma porta, é porque lá não é mais o seu lugar. Sua missão terminou. Uma porta fechada significa um Sinal de que os valores mudaram e que a caminhada deve ser feita em outra trilha. Não gaste energia com o confronto. Procure nas janelas os novos sinais que o Universo lhe oferece. Claro que a opção será sua. Deus nunca fecha uma porta sem que abra várias outras...


Olhe para a água. Ela é sábia. Nunca discute com os seus obstáculos. Às vezes represa, enche-se de Energia e busca um novo caminho. Em outras situações simplesmente contorna as dificuldades. Você é a água. Corra no sentido de seu Oceano de Sabedoria e irá perceber que cada perda na realidade é um ganho".


A porta fechada é um obstáculo. Contorne-o com sabedoria. Depois de uma noite longa, cheia de estrelas, o sol sempre vai brilhar. A luz vem quando somos merecedores. Nunca quando queremos.


Agora vá. Sua missão não terminou. As pessoas que te cercam precisam de você. Aprenda a amar sem esperar muito dos outros. Cada um é o que já conseguiu ser. A caminhada é dura, cheia de obstáculos mas sempre vai valer a pena. Saiba administrar o seu tempo. Ele nunca é como queremos.


A paciência é sábia. Usá-la a nosso favor faz com que nossa vida seja menos dolorosa e mais fecunda. Plante amor, sempre. A recompensa vem quando menos esperamos.
Nós te amamos, em qualquer circunstância".

Voltei para meu corpo, mas, confesso, com vontade de ficar. Lá é maravilhoso.
O deserto em nossas vidas, nós mesmos criamos. Nós podemos destruí-lo.
Quando ele se faz presente é o momento de pensarmos e não de agirmos. Na maioria das vezes é preferível brigarmos com nosso maior inimigo - nós mesmos - do que confrontarmos as pessoas que amamos e são a nossa verdadeira vida.

Fácil? Claro que não. Senão não teria graça, não é mesmo? Não podemos esquecer contudo de que nossos valores precisam ser preservados.


Vou construir o meu tempo. E você, já está preparado?
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16/10/2004
Saul Brandalise Jr.

LauraBM às 23:21 | E custa, comentar neste blog?
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02
Out 06

Prece indígena

indiosreunidos.jpg"Deixem-me seguir as pegadas do meu inimigo por três semanas, carregar o mesmo fardo e passar pelas mesmas provações que ele, antes de dizer uma só palavra de desaprovação à sua conduta".
São palavras que encerram uma profunda sabedoria.

Julgar o procedimento alheio, sem antes procurarmos entender os motivos que o levaram a agir assim, é o caminho mais fácil, porém é também o que mais nos leva a cometer injustiças.

Sempre esperamos que os outros entendam as nossas motivações e quando não o fazem sentimo-nos injustiçados.
Mas será que nós procuramos sempre entender as razões alheias?
Será que, ao menos por um instante, seríamos capazes de tentar imaginar como agiríamos se estivéssemos no lugar da outra pessoa?

Experimente, ao menos uma vez, carregar o fardo de seu inimigo!
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(Kotinha)

LauraBM às 23:10 | E custa, comentar neste blog?
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10
Out 05

O Baptizado!

Que maravilha! Vale a pena ler devagar e pensar no assunto.
Como é triste viver a correr sem dar conta dos sentimentos e da beleza contida em coisas simples.
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Laura B. Martins

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cerimônia maravilhosa...com muito,muito significado...
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O Batizado 
 

velac.rosa.gifSérgio, meu filho, me fez um pedido estranho. Pediu-me que preparasse um ritual para o batismo da Mariana, minha neta. Eu lhe disse que, para se fazer tal ritual, é preciso acreditar. Eu não acredito. Já faz muitos anos que as palavras dos sacerdotes e pastores se esvaziaram para mim, muito embora eu continue fascinado pela beleza dos símbolos cristãos, desde que sejam contemplados em silêncio.

Ele não desistiu e argumentou: “Mas você fez o meu casamento.“ De fato. Lembro-me de como ele encomendou o ritual: “Pai, não fale as palavras da religião! Fale só as palavras da poesia!“ E assim foi. Foram textos do Cântico dos Cânticos, poema erótico da Bíblia, que deixa ruborizadas as faces dos beatos e beatas: “Teus dois seios são como dois filhos gêmeos de gazela! Teus lábios gotejam doçura, como um favo de mel, e debaixo da tua língua se encontram néctar e leite...“ Divirto-me pensando na cara que fariam Papa e bispos se lessem esses textos... Seguiram-se textos do Drummond, do Vinícius, da Adélia - tudo terminando não com a chatíssima Marcha Nupcial, mas com a Valsinha, do Chico, ocasião em que os convidados, moços e velhos, pegaram os seus pares e trataram de dançar.
Foi bonito. Quando a coisa é bonita a gente acredita fácil.

Lembrei-me, então, de um trecho do livro Raízes negras - onde se descreve o ritual de “dar nome“ ao recém-nascido, numa tribo africana:

Omoro, o pai, moveu-se para o lado de sua esposa, diante das pessoas da aldeia reunidas. Levantou então a criança e, enquanto todos olhavam, segredou três vezes nos ouvidos do seu filho o nome que ele havia escolhido para ele. Era a primeira vez que aquele nome estava sendo pronunciado como nome daquele nenezinho. Todos sabiam que cada ser humano deve ser o primeiro a saber quem ele é. Tocaram os tambores. Omoro segredou o mesmo nome no ouvido de sua esposa, que sorriu de prazer. A seguir foi a vez da aldeia inteira: “O nome do primeiro filho de Omoro e Binta Kinte é Kunta!“ Ao final do ritual, após desenvolvidas todas as suas partes, Omoro, sozinho, carregou seu filho até os limites da aldeia e ali levantou o nenezinho para os céus e disse suavemente:
“Fend kiling dorong leh warrata ke iteh ted“:“Eis aí, a única coisa que é maior que você mesmo!“

Essa memória me convenceu e tratei de inventar um ritual de “dar nome“, já que nenhum eu conhecia que me agradasse.

Organizei o espaço do living. Empurrei a mesa central, baixa, na direção da lareira. À cabeceira coloquei um banquinho velhíssimo - ali a Mariana se assentaria. Ao lado, duas cadeiras, uma para o pai, outra para a mãe.
Na ponta da mesa, uma grande vela. É a vela da Mariana, vela que a acompanhará por toda a sua vida, e que deverá ser acesa em todos os seus aniversários.
Ao lado da sua vela, duas velas longas, coloridas. E, espalhadas pela sala, velas de todos os tipos e cores. Na ponta da mesa, ao lado da vela da Mariana, um prato de madeira com um cacho de uvas.
Reunidos todos os convidados, começou o ritual. Foi isso que eu disse:
“Mariana: aqui estamos para contar para você a estória do seu nome. Tudo começou numa grande escuridão.
“ As luzes se apagaram enquanto, no escuro, se ouvia o som da flauta de Jean Pierre Rampal.
“Assim era a barriga da sua mãe, lugar escuro, tranqüilo e silencioso. Ali você viveu por nove meses. Passado esse tempo você se cansou e disse: ‘Quero ver luz!‘ Sua mãe ouviu o seu pedido e fez o que você queria. Ela ‘deu à luz‘. Você nasceu.“

A mãe e o pai da Mariana acenderam então a vela grande, que brilhou sozinha no meio da sala.
“Veja só o que aconteceu! Sua luz encheu a sala de alegria. Todos os rostos estão sorrindo para você. E, por causa desta alegria, cada um deles vai, também, acender a sua vela.“
Aí o padrinho e a madrinha acenderam as velas longas coloridas, e os outros todos acenderam, cada um, uma das velas espalhadas pela sala.

À chegada dos convidados eu havia dado a cada um deles um cartãozinho, onde deveriam escrever o desejo mais profundo para a Mariana. Continuei:
“Você trouxe tanta alegria que cada um de nós escreveu, num cartãozinho, um bom desejo para você. Assim, pegue esta cestinha. Vá de um em um recolhendo os bons desejos que eles escreveram. Esses cartõezinhos, você os vai guardar por toda a sua vida...“
E lá foi a Mariana com a cestinha, seus grandes olhos azuis, de um em um, sendo abençoada por todos.

“Todos deram para você uma coisa boa“, eu disse depois de terminado o recolhimento dos cartões. “Agora é a hora de você dar a todos uma coisa boa. Você é redondinha e doce como uma uva. Esta é a razão para este cacho de uvas. E é isso que você vai fazer. Seus padrinhos vão fazer uma cadeirinha e você, assentada na cadeirinha, vai dar a cada um deles um pedaço de você, uma uva doce e redonda...“
E assim, vagarosamente, a Mariana celebrou, sem saber, esta insólita eucaristia: “Esta uva doce e redonda é o meu corpo...“

Terminada a eucaristia, eu disse à Mariana:
“Agora, chegando ao fim, cada um de nós vai dizer o seu nome. Preste bem atenção. O nome é um só. Mas cada um vai dize-lo com uma música diferente. Porque são muitas e diferentes as formas como você é amada.“

E assim, iluminados pela luz das velas, cada um dos presentes, olhando bem dentro dos olhos da menina, ia dizendo: “Mariana“, “Mariana“, “Mariana“, “Mariana“...

Aqueles que olhavam os olhos da Mariana puderam ver que, à medida que ela ouvia o seu nome sendo repetido, eles iam se enchendo de lágrimas...
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Rubem Alves
(Transparências da eternidade, Verus, 2002)

LauraBM às 14:49 | E custa, comentar neste blog?
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02
Out 05

Viver não dói

olhos_choram.gifDefinitivo,  como  tudo  o  que  é  simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto  por amor?
O  certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo  feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas  projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de  ter conhecido ao lado do nosso amor e não  conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows  e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso  trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e  nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi  vivido?
A resposta é simples como um verso: «Se iludindo menos e vivendo mais!!!»

A cada dia que vivo, mais me  convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada  arrisca quando, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
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Carlos Drummond de Andrade(?)

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03
Out 04

1-Directo ao coração!

valeapenaler.gif 

A PAZ
A paz que você procura está dentro de você
Na verdade, tudo está dentro de você.
A paz ou a intranquilidade.
O amor ou ódio.
A riqueza ou a pobreza.
A saúde ou a doença.
Depende de como você encara a vida.
Se apenas enxerga o lado bom das pessoas,
Das coisas e dos fatos,
Vai encontrar a paz.
Mas, se pende para lado negativo,
Edifica um espinheiro em forma de vida.
É uma verdadeira paz confiar em si e em Deus.
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(Gotas de esperança)
( Lourival Lopes)


RELÓGIO DO CORAÇÃO
O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra frequência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas, conforme o meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter  feito, tão feliz eu estava na ocasião.

CORAÇÃO QUE PEDE...
Nunca deixe de fazer algo de bom que seu coração pede...
O tempo passa e a oportunidade também.
Não se esqueça que:
Meta, a gente busca
Caminho, a gente acha
Desafio, a gente topa
Vida, a gente enfrenta
Saudade, a gente mata
Sonho, a gente realiza.
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Albert Einstein

A PEDRA
O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para os meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Com ela, David matou Golias.
O artista concebeu a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não estava na pedra,
mas no homem !
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LauraBM às 23:42 | E custa, comentar neste blog?
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R O D A P É

Concede-me, senhor, a graça de ser boa,
de ser o coração singelo que perdoa,
a solícita mão que espalha, sem medidas,
estrelas pela noite escura doutras vidas
e tira d'alma alheia o espinho que magoa.
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Helena Kolody

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Podemos carregar nas costas as pedras que encontramos ou nos atiram,

dar-lhes pontapés e ferir os dedos ou atirá-las aos outros,

construir um reduto e fecharmo-nos nele

ou com elas erguer uma escada para alcançar o céu.

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O tipo de religião de cada um de nós não deve interferir com os sentimentos, amor e deveres para com o próximo.
A Religião não deverá constituir uma forma de fanatismo, já que Deus é único, seja lá qual for a forma como o celebramos e a Ele nos dirigimos rezando: pedindo auxílio ou agradecendo as dádivas concedidas.

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Laura B. Martins

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